ITA 2026
Sejam z,w∈C tais que
z−w=−23e z=w. Se z tem módulo 23 e w tem argumento 6π, então a parte real de z é igual a:
1. Representando o número complexo w
Sabemos que w tem argumento 6π. Portanto, podemos escrevê-lo na forma trigonométrica:
w=r(cos6π+isen6π),em que r=∣w∣>0.
Como
cos6π=23esen6π=21,temos
w=23r+2ri.2. Determinando z
Da condição
z−w=−23,isolamos z:
z=w−23.Substituindo a expressão de w:
z=(23r−23)+2ri.3. Utilizando o módulo de z
O módulo de um número complexo z=a+bi é dado por
∣z∣=a2+b2.Como ∣z∣=23, temos
(23r−23)2+(2r)2=12.Desenvolvendo os quadrados:
43r2−6r+12+41r2=12.Somando os termos semelhantes:
r2−6r+12=12.Logo,
r2−6r=0.Fatorando:
r(r−6)=0.Como r=∣w∣>0, descartamos r=0. Portanto,
r=6.4. Calculando a parte real de z
A parte real de z é
Re(z)=23r−23.Substituindo r=6:
Re(z)=23⋅6−23.Re(z)=33−23.Assim,
Re(z)=3.Resposta
Alternativa D) 3.
Usando os valores aproximados
log4513,72=0,6880e
log456125=2,2908,a alternativa que mais se aproxima da representação decimal de log457 é:
1. Expressando os números em função de potências
Observe que
13,72=25343=5273e
6125=72⋅53.Queremos determinar
x=log457.Também definimos
y=log455.2. Utilizando os logaritmos fornecidos
Pela propriedade do logaritmo do quociente,
log45(5273)=3log457−2log455.Assim,
3x−2y=0,6880.Agora, utilizando 6125=72⋅53:
log45(72⋅53)=2log457+3log455.Portanto,
2x+3y=2,2908.Temos o sistema
{3x−2y=0,68802x+3y=2,29083. Resolvendo o sistema
Multiplicamos a primeira equação por 3:
9x−6y=2,0640.Multiplicamos a segunda equação por 2:
4x+6y=4,5816.Somando as equações, eliminamos y:
13x=6,6456.Logo,
x=136,6456.x≈0,5112.Resposta
Como buscamos a alternativa mais próxima de log457, temos:
log457≈0,5112O valor mais próximo é 0,5112.
Alternativa B.
Seja A a matriz de ordem 100×100, cujos elementos são descritos pela equação
aij=1+(1−i)(1−j).Considere as seguintes afirmações:
I. A é uma matriz simétrica.
II. Cada linha da matriz A forma uma progressão aritmética.
III. A é uma matriz singular.
É (São) VERDADEIRA(S):
Análise da afirmativa I — Matriz simétrica
Uma matriz é simétrica quando aij=aji para quaisquer índices i e j.
Temos
aij=1+(1−i)(1−j).Trocando os índices:
aji=1+(1−j)(1−i).Como a multiplicação é comutativa,
(1−i)(1−j)=(1−j)(1−i).Portanto,
aij=aji.Logo, a afirmativa I é verdadeira.
Análise da afirmativa II — Progressão aritmética
Fixando uma linha i, seus elementos são dados por
aij=1+(1−i)(1−j).Podemos desenvolver a expressão:
aij=1+(1−i)−(1−i)j.Assim,
aij=2−i+(i−1)j.Para uma linha fixa, i é constante. Portanto, a expressão é uma função do índice j do primeiro grau.
A diferença entre dois elementos consecutivos é
ai,j+1−aij=[2−i+(i−1)(j+1)]−[2−i+(i−1)j]=i−1.Essa diferença é constante ao longo de cada linha.
Logo, cada linha forma uma progressão aritmética, de razão i−1.
A afirmativa II é verdadeira.
Análise da afirmativa III — Matriz singular
Uma matriz quadrada é singular quando seu determinante é igual a zero.
Observe que
aij=1+(1−i)(1−j).Podemos escrever a matriz como
A=J+uuT,em que J é a matriz de ordem 100 com todas as entradas iguais a 1, e
u=0−1−2⋮−99.A matriz J tem todas as linhas iguais. Além disso, uuT é uma matriz de posto no máximo 1.
Assim, o posto de A é, no máximo,
posto(A)≤posto(J)+posto(uuT)≤1+1=2.Como A possui ordem 100×100, seu posto é menor que sua ordem. Portanto, suas linhas são linearmente dependentes e
det(A)=0.Logo, a afirmativa III é verdadeira.
Resposta
As três afirmativas são verdadeiras.
Alternativa EOs vértices de um polígono são todos os números complexos não nulos que satisfazem a equação
iz2=2z.A área desse polígono é:
1. Escrevendo o número complexo na forma polar
Como z=0, podemos escrever
z=r(cosθ+isenθ),em que r=∣z∣>0.
Na forma exponencial,
z=reiθez=re−iθ.Substituindo na equação iz2=2z:
ir2e2iθ=2re−iθ.Dividindo ambos os lados por re−iθ:
ire3iθ=2.2. Determinando o módulo
Tomando os módulos dos dois lados:
∣i∣r∣e3iθ∣=∣2∣.Como ∣i∣=1 e ∣e3iθ∣=1, temos
r=2.Portanto, todos os pontos estão sobre uma circunferência de raio 2 centrada na origem.
3. Determinando os argumentos
Da igualdade
ire3iθ=2,e usando r=2, obtemos
ie3iθ=1.Como i=eiπ/2,
ei(3θ+π/2)=1.Logo,
3θ+2π=2kπ,k∈Z.Isolando θ:
θ=−6π+32kπ.Considerando os três argumentos distintos no intervalo de uma volta completa:
θ1=−6π,θ2=2π,θ3=67π.Os três pontos estão igualmente espaçados na circunferência. Portanto, formam um triângulo equilátero.
4. Calculando a área
O ângulo central entre dois vértices consecutivos é
32π=120∘.O lado do triângulo é a corda correspondente a esse ângulo. Assim,
ℓ=2rsen(2120∘).Substituindo r=2:
ℓ=4sen60∘.ℓ=4⋅23=23.A área de um triângulo equilátero de lado ℓ é
A=43ℓ2.Portanto,
A=43(23)2.A=43⋅12.A=33.Resposta
Alternativa C) 33.
Uma circunferência é dividida em seis partes iguais pelos pontos A, B, C, D, E e F, designados nessa ordem. Os pontos A, C e E são vértices de um triângulo equilátero, assim como os pontos B, D e F. A sobreposição desses dois triângulos define uma estrela de seis pontas denominada hexagrama.
Se a área desse hexagrama é 253 cm2, então a área do quadrado inscrito na circunferência mede:
1. Relacionando o raio da circunferência ao hexagrama

Seja R o raio da circunferência.
Como os seis pontos dividem a circunferência em arcos iguais, os triângulos ACE e BDF são equiláteros.
Cada lado desses triângulos é uma corda que subtende um ângulo central de 120∘. Portanto,
ℓ=2Rsen60∘.Assim,
ℓ=2R⋅23ℓ=R3.2. Calculando a área do hexagrama
O hexagrama pode ser dividido em seis triângulos equiláteros externos e um hexágono regular central.
O hexágono central possui apótema 2R e lado 3R.
Sua área é
Ah=2P⋅ap.Substituindo o perímetro e o apótema:
Ah=26⋅3R⋅2R.Logo,
Ah=23R2.A área de cada triângulo equilátero maior é
At=43(R3)2.Portanto,
At=433R2.O hexagrama corresponde à união dos dois triângulos equiláteros. Assim, subtraímos a área da região central, que foi contada duas vezes:
Ahexagrama=2At−Ah.Substituindo:
Ahexagrama=2⋅433R2−23R2.Simplificando:
Ahexagrama=3R2.3. Determinando o raio
Sabemos que a área do hexagrama é 253 cm2.
Logo,
3R2=253.Dividindo por 3:
R2=25.4. Calculando a área do quadrado inscrito
A diagonal de um quadrado inscrito na circunferência é igual ao diâmetro.
Portanto,
d=2R.A área do quadrado pode ser calculada pela diagonal:
Aq=2d2.Substituindo d=2R:
Aq=2(2R)2.Aq=2R2.Como R2=25:
Aq=2⋅25.Aq=50 cm2Resposta
Alternativa D) 50 cm2.
Considere as seguintes afirmações:
I. Um cubo possui uma seção plana dada por um pentágono.
II. Sejam α, β e η três planos distintos, dois a dois concorrentes. Sejam r a reta de interseção de α e β, s a reta de interseção de β e η, e t a reta de interseção de α e η. Se r, s e t são paralelas distintas, então existe uma única reta paralela a r que dista igualmente de α, β e η.
III. Dois planos secantes são perpendiculares se toda reta de um deles for perpendicular ao outro plano.
É (São) VERDADEIRA(S):
Análise da afirmativa I

Um plano pode intersectar um cubo de modo a cortar cinco de suas faces.
Nesse caso, a seção plana formada possui cinco lados, sendo, portanto, um pentágono.
Logo, a afirmativa I é verdadeira.
Análise da afirmativa II
A afirmação diz que existe uma única reta paralela a r que está à mesma distância dos três planos.
Como os planos são distintos e suas retas de interseção são paralelas, podemos observar a configuração em uma seção perpendicular à direção dessas retas.
Nessa seção, os três planos são representados por três retas, e uma reta paralela a r corresponde a um ponto no plano da seção.
A condição de estar à mesma distância dos três planos equivale a esse ponto estar à mesma distância das três retas.
Entretanto, três retas que formam um triângulo podem possuir mais de um ponto equidistante delas: o incentro e os excentros.
Assim, não é garantida a existência de uma única reta com a propriedade descrita.
Logo, a afirmativa II é falsa.
Análise da afirmativa III
Dois planos secantes são perpendiculares quando o ângulo entre eles é de 90∘.
Isso não significa que toda reta contida em um dos planos seja perpendicular ao outro.
Por exemplo, uma reta que coincida com a reta de interseção dos dois planos está contida em ambos. Portanto, ela não é perpendicular ao outro plano.
Logo, a afirmativa III é falsa.
Resposta
Somente a afirmativa I é verdadeira.
Alternativa AConsidere as matrizes
A=[2321−2123],B=[2222].A matriz A31B é igual a:
1. Interpretando a matriz A
A matriz
A=[cosθsenθ−senθcosθ]representa uma rotação de ângulo θ no plano.
Comparando com a matriz dada, temos
cosθ=23,senθ=21.Logo,
θ=30∘.Assim, multiplicar um vetor por A equivale a girá-lo 30∘ no sentido anti-horário.
2. Interpretando a potência A31
Cada multiplicação por A acrescenta uma rotação de 30∘. Portanto, A31 corresponde a uma rotação de
31⋅30∘=930∘.Como uma volta completa corresponde a 360∘, podemos reduzir esse ângulo:
930∘−2⋅360∘=210∘.Portanto, A31 representa uma rotação de 210∘.
3. Identificando o vetor B
Temos
B=[2222].Esse vetor tem módulo
∣B∣=(22)2+(22)2=1e forma um ângulo de 45∘ com o eixo positivo x.
Ao girá-lo em 210∘, seu novo ângulo será
45∘+210∘=255∘.4. Calculando as coordenadas do vetor resultante
Como o módulo permanece igual a 1, temos
A31B=[cos255∘sen255∘].Observe que
255∘=180∘+75∘.Logo,
cos255∘=−cos75∘e
sen255∘=−sen75∘.Utilizando as fórmulas de diferença de ângulos:
cos75∘=cos(45∘+30∘)=22⋅23−22⋅21=42(3−1).Analogamente,
sen75∘=sen(45∘+30∘)=22⋅23+22⋅21=42(3+1).Portanto,
A31B=−42(3−1)−42(1+3).Resposta
A31B=−42(3−1)−42(1+3)Alternativa A.
Seja p(x)=x3+bx2+cx+d um polinômio com coeficientes reais. Se todas as raízes de p(x) são reais, para todo x∈R,
p(2+x)=−p(2−x),então o menor valor possível para p(0) é:
1. Interpretando a condição de simetria
A condição
p(2+x)=−p(2−x)indica que o polinômio é ímpar em relação ao centro x=2.
Para explorar essa propriedade, fazemos a mudança de variável
t=x−2.Assim, podemos escrever
q(t)=p(t+2).A condição dada torna-se
q(t)=−q(−t).Logo, q é um polinômio ímpar.
2. Escrevendo o polinômio na nova variável
Como p é de terceiro grau e seu coeficiente dominante é 1, o mesmo vale para q. Portanto, por ser ímpar, ele tem a forma
q(t)=t3+at,em que a∈R.
Voltando à variável original:
p(x)=(x−2)3+a(x−2).3. Utilizando a condição de que todas as raízes são reais
Fatorando:
p(x)=(x−2)[(x−2)2+a].Uma raiz é x=2. As outras possíveis raízes satisfazem
(x−2)2=−a.Para que essas raízes sejam reais, é necessário que
−a≥0.Portanto,
a≤0.4. Determinando o menor valor de p(0)
Substituindo x=0:
p(0)=(−2)3+a(−2).p(0)=−8−2a.Como a≤0, temos −2a≥0. Consequentemente,
p(0)≥−8.O valor mínimo ocorre quando a=0. Nesse caso,
p(x)=(x−2)3,que possui todas as raízes reais, pois sua única raiz é x=2, com multiplicidade três.
Assim,
p(0)min=−8.Resposta
Alternativa B) −8.
Considere a reta r,
3x+4y=−15e a parábola P,
y=x2+x+6,com vértice V. Seja t a reta tangente à P, que tem coeficiente angular negativo e forma um ângulo de 45∘ com r.
Sendo A o ponto de tangência de t a P e B o ponto de interseção de r e t, a área do triângulo ABV é:
1. Determinando o coeficiente angular da reta r
A reta r é
3x+4y=−15.Isolando y:
y=−43x−415.Portanto, seu coeficiente angular é
mr=−43.2. Determinando o coeficiente angular da reta tangente t
Sabemos que t forma um ângulo de 45∘ com r.
Se m é o coeficiente angular de t, podemos usar a fórmula da tangente do ângulo entre duas retas:
tanθ=1+mmrm−mr.Como θ=45∘, temos tan45∘=1. Assim,
1=1−43mm+43.Portanto,
m+43=±(1−43m).Como o enunciado informa que o coeficiente angular de t é negativo, devemos escolher a solução negativa.
Tomando
m+43=−1+43m,temos
41m=−47.Logo,
m=−7.3. Determinando o ponto de tangência A
A parábola é
y=x2+x+6.Sua derivada é
y′=2x+1.No ponto de tangência, o coeficiente angular da tangente é −7. Portanto,
2x+1=−7.Assim,
2x=−8e
x=−4.Substituindo na equação da parábola:
y=(−4)2+(−4)+6.y=16−4+6=18.Logo,
A=(−4,18).4. Encontrando a equação da reta t
Sabemos que t possui coeficiente angular −7 e passa por A=(−4,18).
Usando a equação ponto-inclinação:
y−18=−7(x+4).Portanto,
y=−7x−10.5. Determinando o ponto B
O ponto B pertence simultaneamente às retas r e t.
Temos
r:y=−43x−415e
t:y=−7x−10.Igualando:
−7x−10=−43x−415.Multiplicando por 4:
−28x−40=−3x−15.Logo,
−25x=25e
x=−1.Substituindo em t:
y=−7(−1)−10.y=−3.Portanto,
B=(−1,−3).6. Determinando o vértice V
Para a parábola
y=x2+x+6,a abscissa do vértice é
xV=−2ab.Como a=1 e b=1:
xV=−21.Calculando a ordenada:
yV=(−21)2−21+6.yV=41−21+6=423.Logo,
V=(−21,423).7. Calculando a área do triângulo ABV
Usamos a fórmula da área de um triângulo por coordenadas:
A△=21∣xA(yB−yV)+xB(yV−yA)+xV(yA−yB)∣.Substituindo
A=(−4,18),B=(−1,−3),V=(−21,423),temos
A△=21−4(−3−423)−1(423−18)−21(18+3).Calculando cada termo:
−4(−435)=35,−(−449)=449,e
−21(21)=−221.Logo,
A△=2135+449−221.Colocando tudo sobre 4:
A△=214140+49−42.A△=21⋅4147.Portanto,
A△=8147.Resposta
Alternativa D) 8147.
Sejam x,y∈]0,2π[, satisfazendo o sistema de equações
⎩⎨⎧tan(y)tan(2y)=cos(2x)sec(y)cos(x)sen(y)+sen(y)cos(x)=2O produto de todos os valores de x e y que resolvem esse sistema é:
1. Analisando a segunda equação
Temos
cos(x)sen(y)+sen(y)cos(x)=2.Colocando as frações em um único denominador:
sen(y)cos(x)sen2(y)+cos2(x)=2.Como x,y∈]0,2π[, temos sen(y)>0 e cos(x)>0. Portanto, podemos multiplicar pelo denominador:
sen2(y)+cos2(x)=2sen(y)cos(x).Reorganizando:
sen2(y)−2sen(y)cos(x)+cos2(x)=0.Logo,
(sen(y)−cos(x))2=0.Assim,
sen(y)=cos(x).Como x,y∈]0,2π[, temos
sen(y)=cos(2π−y).A função cosseno é injetora nesse intervalo, portanto,
x=2π−y.Consequentemente,
2x=π−2y.2. Utilizando a primeira equação
A primeira equação é
tan(y)tan(2y)=cos(2x)sec(y).Como
x=2π−y,temos
cos(2x)=cos(π−2y)=−cos(2y).Portanto,
tan(y)tan(2y)=−cos(y)cos(2y).Agora usamos a identidade
tan(y)tan(2y)=cos(y)1−cos(y).Assim,
cos(y)1−cos(y)=−cos(y)cos(2y).Como cos(y)>0, podemos multiplicar por cos(y):
1−cos(y)=−cos(2y).Portanto,
1−cos(y)+cos(2y)=0.3. Resolvendo a equação
Usando
cos(2y)=2cos2(y)−1,temos
1−cos(y)+2cos2(y)−1=0.Logo,
2cos2(y)−cos(y)=0.Fatorando:
cos(y)(2cos(y)−1)=0.Como y∈]0,2π[, temos cos(y)>0. Portanto,
2cos(y)−1=0.Assim,
cos(y)=21.No intervalo considerado,
y=3π.Como
x=2π−y,obtemos
x=2π−3π=6π.4. Calculando o produto
Existe uma única solução:
(x,y)=(6π,3π).Logo, o produto de todos os valores de x e y que resolvem o sistema é
xy=6π⋅3π.Portanto,
xy=18π2.Resposta
Alternativa E) 18π2.
Seja A={1,2,3,4,5,6,7,8}. A quantidade de bijeções F:A⟶A que satisfazem
F(1)<F(5)<F(3)e
F(7)<F(2)é:
1. Observando as restrições
Como F é uma bijeção, os valores
F(1),F(5),F(3),F(7),F(2)são cinco elementos distintos de A.
As condições impostas são
F(1)<F(5)<F(3)e
F(7)<F(2).Portanto, entre esses cinco valores, precisamos contar as maneiras de escolher os valores e distribuí-los respeitando essas relações de ordem.
2. Escolhendo os cinco valores
Escolhemos cinco elementos distintos de A, que possui oito elementos:
(58)=56.Uma vez escolhidos os cinco valores, vamos organizá-los em ordem crescente:
v1<v2<v3<v4<v5.Para satisfazer
F(1)<F(5)<F(3),os valores atribuídos a F(1), F(5) e F(3) precisam aparecer nessa ordem.
Para F(7) e F(2), precisamos apenas que
F(7)<F(2).Assim, devemos escolher quais três das cinco posições ordenadas serão ocupadas por
F(1),F(5),F(3),mantendo essa ordem. As duas posições restantes serão ocupadas por F(7) e F(2), também em ordem crescente.
Portanto, para cada conjunto de cinco valores, o número de possibilidades é
(35)=10.3. Completando a bijeção
Restam três elementos do conjunto A que ainda não foram utilizados.
Eles devem ser atribuídos livremente às posições
4, 6, 8.Isso pode ser feito de
3!=6maneiras.
Logo, parece que teríamos
(58)(35)3!.Entretanto, precisamos observar que as cinco posições submetidas às desigualdades são
1, 5, 3, 7, 2,e suas restrições formam duas cadeias independentes:
F(1)<F(5)<F(3)e
F(7)<F(2).Para cada escolha dos cinco valores, o número de ordenações que satisfazem essas duas cadeias é
3!2!5!=10.Assim,
N=(58)⋅10⋅3!.Calculando:
N=56⋅10⋅6.Portanto,
N=3360.Resposta
Alternativa A) 3360.
Considere m∈R positivo. A sequência rk é uma progressão geométrica crescente de termos positivos de razão q e termo inicial r1=q.
As circunferências
Ck: (x−rk)2+(y−mrk)2=rk2são duas a duas tangentes externamente, nessa ordem.
A expressão de q em função de m é:
1. Identificando os centros e os raios
A circunferência Ck é dada por
(x−rk)2+(y−mrk)2=rk2.Portanto, seu centro é
Pk=(rk,mrk)e seu raio é
Rk=rk.Como rk é uma P.G. de razão q, temos
rk+1=qrk.Como a P.G. é crescente e possui termos positivos,
q>1.2. Usando a condição de tangência externa
Duas circunferências são tangentes externamente quando a distância entre seus centros é igual à soma de seus raios.
Assim,
PkPk+1=rk+rk+1.Calculando a distância entre os centros:
PkPk+1=(rk+1−rk)2+(mrk+1−mrk)2.Colocando (rk+1−rk) em evidência:
PkPk+1=(rk+1−rk)1+m2.Como rk+1=qrk:
PkPk+1=rk(q−1)1+m2.Por outro lado,
rk+rk+1=rk+qrk=rk(q+1).Portanto,
rk(q−1)1+m2=rk(q+1).Como rk>0, podemos dividir por rk:
(q−1)1+m2=q+1.3. Isolando q
Desenvolvendo:
q1+m2−1+m2=q+1.Logo,
q(1+m2−1)=1+m2+1.Assim,
q=1+m2−11+m2+1.Racionalizando:
q=(1+m2)−1(1+m2+1)2.Portanto,
q=m2(1+m2+1)2.Como m>0,
q=(m1+m2+1)2.Resposta
q=(mm2+1+1)2Alternativa B.