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EFOMM 2022

🧩 Exercício 1 EFOMMFácil

Seja a função ff definida por:

f(1)=4,f(2)=1,f(3)=3,f(4)=5,f(5)=2.f(1)=4,\quad f(2)=1,\quad f(3)=3,\quad f(4)=5,\quad f(5)=2.

Considere, por exemplo, que f3(x)=f(f(f(x)))f^3(x)=f(f(f(x))) é a composta de três vezes e que fn(x)f^n(x) é a n-ésima composta da função ff.

O valor de f2022(4)f^{2022}(4) é:

Para calcular f2022(4)f^{2022}(4), vamos aplicar a função ff sucessivamente, observando se os valores começam a se repetir.

1. Calculando as primeiras composições​

Sabemos que:

f(4)=5f(4)=5

Aplicando novamente a função:

f2(4)=f(f(4))=f(5)=2f^2(4)=f(f(4))=f(5)=2

Continuando:

f3(4)=f(2)=1f^3(4)=f(2)=1

E:

f4(4)=f(1)=4f^4(4)=f(1)=4

Observe que retornamos ao valor inicial. Portanto, os valores se repetem em um ciclo de quatro termos:

4⟶5⟶2⟶1⟶44\longrightarrow5\longrightarrow2\longrightarrow1\longrightarrow4

2. Determinando a posição no ciclo​

Como o ciclo possui quatro termos, podemos dividir 20222022 por 44:

2022=4⋅505+22022=4\cdot505+2

O resto da divisão é 22. Isso significa que, após completar 505505 ciclos, precisamos avançar mais duas posições a partir de 44.

Como:

f2(4)=2f^2(4)=2

Concluímos que:

f2022(4)=2\boxed{f^{2022}(4)=2}

Logo, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 2 EFOMMMédio

Assinale a alternativa que indica o valor de xx que torna a igualdade abaixo verdadeira.

sen⁡x⋅sen⁡30∘⋅sec⁡5∘=sen⁡25∘⋅sen⁡35∘⋅sec⁡60∘\operatorname{sen}x\cdot\operatorname{sen}30^\circ\cdot\sec5^\circ = \operatorname{sen}25^\circ\cdot\operatorname{sen}35^\circ\cdot\sec60^\circ

Partimos da igualdade:

sen⁡x⋅sen⁡30∘⋅sec⁡5∘=sen⁡25∘⋅sen⁡35∘⋅sec⁡60∘\operatorname{sen}x\cdot\operatorname{sen}30^\circ\cdot\sec5^\circ = \operatorname{sen}25^\circ\cdot\operatorname{sen}35^\circ\cdot\sec60^\circ

1. Substituindo os valores conhecidos​

Sabemos que:

sen⁡30∘=12esec⁡60∘=2\operatorname{sen}30^\circ=\frac12 \qquad\text{e}\qquad \sec60^\circ=2

Além disso,

sec⁡5∘=1cos⁡5∘\sec5^\circ=\frac{1}{\operatorname{cos}5^\circ}

Substituindo na igualdade:

sen⁡x2cos⁡5∘=2sen⁡25∘sen⁡35∘\frac{\operatorname{sen}x}{2\operatorname{cos}5^\circ} = 2\operatorname{sen}25^\circ\operatorname{sen}35^\circ

Multiplicando ambos os lados por 2cos⁡5∘2\operatorname{cos}5^\circ:

sen⁡x=4cos⁡5∘sen⁡25∘sen⁡35∘\operatorname{sen}x = 4\operatorname{cos}5^\circ \operatorname{sen}25^\circ\operatorname{sen}35^\circ

2. Aplicando a fórmula do produto de senos​

Utilizamos a identidade:

2sen⁡Asen⁡B=cos⁡(A−B)−cos⁡(A+B)2\operatorname{sen}A\operatorname{sen}B = \operatorname{cos}(A-B)-\operatorname{cos}(A+B)

Para A=25∘A=25^\circ e B=35∘B=35^\circ:

2sen⁡25∘sen⁡35∘=cos⁡10∘−cos⁡60∘2\operatorname{sen}25^\circ\operatorname{sen}35^\circ = \operatorname{cos}10^\circ-\operatorname{cos}60^\circ

Como cos⁡60∘=12\operatorname{cos}60^\circ=\frac12:

2sen⁡25∘sen⁡35∘=cos⁡10∘−122\operatorname{sen}25^\circ\operatorname{sen}35^\circ = \operatorname{cos}10^\circ-\frac12

Logo,

4sen⁡25∘sen⁡35∘=2cos⁡10∘−14\operatorname{sen}25^\circ\operatorname{sen}35^\circ = 2\operatorname{cos}10^\circ-1

Substituindo na expressão de sen⁡x\operatorname{sen}x:

sen⁡x=cos⁡5∘(2cos⁡10∘−1)\operatorname{sen}x = \operatorname{cos}5^\circ (2\operatorname{cos}10^\circ-1)

3. Simplificando a expressão​

Pela fórmula do cosseno do dobro do ângulo:

cos⁡10∘=2cos⁡25∘−1\operatorname{cos}10^\circ = 2\operatorname{cos}^2 5^\circ-1

Portanto,

2cos⁡10∘−1=4cos⁡25∘−32\operatorname{cos}10^\circ-1 = 4\operatorname{cos}^2 5^\circ-3

Assim,

sen⁡x=cos⁡5∘(4cos⁡25∘−3)\operatorname{sen}x = \operatorname{cos}5^\circ (4\operatorname{cos}^2 5^\circ-3)

Utilizando a identidade do cosseno do triplo do ângulo,

cos⁡3θ=4cos⁡3θ−3cos⁡θ\operatorname{cos}3\theta = 4\operatorname{cos}^3\theta-3\operatorname{cos}\theta

com θ=5∘\theta=5^\circ, obtemos:

sen⁡x=cos⁡15∘\operatorname{sen}x=\operatorname{cos}15^\circ

Como cos⁡15∘=sen⁡75∘\operatorname{cos}15^\circ=\operatorname{sen}75^\circ, temos:

sen⁡x=sen⁡75∘\operatorname{sen}x=\operatorname{sen}75^\circ

Considerando as alternativas, concluímos que:

x=75∘\boxed{x=75^\circ}

Logo, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 3 EFOMMMédio

A afirmação “Carolina é alta, ou Bruno não é baixo, ou Renan é calvo” é falsa. Segue-se, pois, que é verdade:

1. Interpretando a afirmação falsa​

A afirmação dada é:

“Carolina é alta, ou Bruno não é baixo, ou Renan é calvo.”

Uma disjunção (conectivo “ou”) só é falsa quando todas as suas partes são falsas.

Portanto:

  • Carolina não é alta;
  • Bruno é baixo;
  • Renan não é calvo.

2. Analisando as alternativas​

Vamos verificar cada alternativa com base nas conclusões obtidas.

Alternativa A

“Se Bruno é baixo, então Carolina é alta.”

Bruno é baixo, mas Carolina não é alta. Logo, essa implicação é falsa.

Alternativa B

“Se Bruno é baixo, então Renan é calvo.”

Bruno é baixo, mas Renan não é calvo. Logo, essa implicação é falsa.

Alternativa C

“Se Carolina é alta, então Bruno é baixo, e, se Bruno não é baixo, então Renan não é calvo.”

As duas implicações são verdadeiras:

  • Como Carolina não é alta, a primeira implicação é verdadeira, pois seu antecedente é falso.
  • Como Bruno é baixo, a segunda implicação também é verdadeira, pois seu antecedente é falso.

Assim, a alternativa C é verdadeira.

Alternativa D

“Se Bruno é baixo, então Renan é calvo.”

Bruno é baixo, mas Renan não é calvo. Logo, essa implicação é falsa.

Alternativa E

“Se Carolina não é alta, então Bruno não é baixo.”

Carolina não é alta, mas Bruno é baixo. Logo, essa implicação é falsa.

Conclusão​

A única alternativa verdadeira é:

C\boxed{\text{C}}

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 4 EFOMMMédio

O comandante Toledo necessita calcular o centro de gravidade (ponto GG) de seu navio. Esse dado é importante para os cálculos de flutuabilidade e estabilidade, visto que o peso do navio pode ser considerado como uma força nele concentrada.

Uma propriedade geométrica dos navios é possuir no casco um plano de simetria, chamado plano diametral ou plano longitudinal, que passa pela quilha (ponto QQ).

Quando o navio está aprumado, o plano diametral é perpendicular ao plano da superfície da água (horizontal), que se chama plano de flutuação.

Considere a visão frontal (plano transversal) do navio representado na figura abaixo. O polígono ABCDABCD representa o casco do navio.

Dados: AD=8 mAD=8\,\text{m}; AB=4 mAB=4\,\text{m}; BQ=5 mBQ=5\,\text{m}.

Tomando o ponto QQ como a origem do sistema de coordenadas, o comprimento do segmento QGQG, em metros, é:

Navio

Consideraremos somente o casco inferior, representado pelo polígono ABQCDABQCD, conforme a figura.

Como o casco é simétrico em relação ao eixo vertical que passa por QQ, o centro de gravidade GG estará sobre esse eixo. Portanto, precisamos determinar apenas a distância vertical QGQG.

1. Determinando a altura do triângulo inferior​

Como AD=8 mAD=8\,\text{m} e o casco é simétrico, temos:

BC=AD=8 mBC=AD=8\,\text{m}

Seja HH o ponto médio de BCBC. Assim,

BH=HC=82=4 mBH=HC=\frac{8}{2}=4\,\text{m}

No triângulo retângulo BHQBHQ, conhecemos:

BQ=5 mBQ=5\,\text{m}BH=4 mBH=4\,\text{m}

Pelo Teorema de Pitágoras:

BQ2=BH2+QH2BQ^2=BH^2+QH^252=42+QH25^2=4^2+QH^2QH2=25−16=9QH^2=25-16=9

Logo,

QH=3 m\boxed{QH=3\,\text{m}}

Portanto, a altura do triângulo inferior é 3 m3\,\text{m}.

2. Decompondo o casco em figuras simples​

Vamos dividir o casco em duas figuras:

  • Um retângulo ABCDABCD;
  • Um triângulo BQCBQC.

A área total do casco será a soma das áreas dessas duas figuras.

3. Calculando a área e o centroide do retângulo​

A área do retângulo é:

A1=AD⋅ABA_1=AD\cdot ABA1=8⋅4A_1=8\cdot4A1=32 m2\boxed{A_1=32\,\text{m}^2}

O centroide de um retângulo está em seu centro geométrico.

Como a altura do retângulo é 4 m4\,\text{m} e sua base está a 3 m3\,\text{m} de QQ, a distância entre o centroide do retângulo e QQ é:

y1=3+42y_1=3+\frac{4}{2}y1=5 m\boxed{y_1=5\,\text{m}}

4. Calculando a área e o centroide do triângulo​

A área do triângulo BQCBQC é:

A2=BC⋅QH2A_2=\frac{BC\cdot QH}{2}

Substituindo os valores:

A2=8⋅32A_2=\frac{8\cdot3}{2}A2=12 m2\boxed{A_2=12\,\text{m}^2}

O centroide de um triângulo está localizado a 23\frac{2}{3} da altura, medida a partir do vértice.

Assim, a distância do centroide do triângulo até QQ é:

y2=23⋅3y_2=\frac{2}{3}\cdot3y2=2 m\boxed{y_2=2\,\text{m}}

5. Calculando o centro de gravidade do casco​

A coordenada vertical do centroide de uma composição de figuras é dada pela média ponderada das coordenadas dos centroides, utilizando suas áreas como pesos:

QG=A1y1+A2y2A1+A2QG=\frac{A_1y_1+A_2y_2}{A_1+A_2}

Substituindo os valores encontrados:

QG=32⋅5+12⋅232+12QG=\frac{32\cdot5+12\cdot2}{32+12}QG=160+2444QG=\frac{160+24}{44}QG=18444QG=\frac{184}{44}

Simplificando:

QG=4611QG=\frac{46}{11}

Portanto,

QG≈4,18 mQG\approx4{,}18\,\text{m}

Arredondando para uma casa decimal:

QG≈4,2 m\boxed{QG\approx4{,}2\,\text{m}}

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 5 EFOMMFácil

As artesãs Mayara e Madalena ganham a vida vendendo miniaturas de navios da Marinha Mercante. O modelo mais procurado é o do famoso navio Alegre, afundado em 1942 pelo submarino alemão U-156, durante a Segunda Guerra Mundial.

São vendidos modelos de ferro com 10 cm e 15 cm de comprimento. Considere a densidade constante.

Se o menor modelo pesa 120 g, o maior modelo pesará:

Como os dois modelos são miniaturas semelhantes e possuem a mesma densidade, suas massas são proporcionais aos seus volumes.

1. Relação entre os comprimentos​

O comprimento do modelo menor é:

L1=10 cmL_1=10\,\text{cm}

O comprimento do modelo maior é:

L2=15 cmL_2=15\,\text{cm}

A razão de semelhança entre os modelos é:

k=L2L1k=\frac{L_2}{L_1}k=1510=32k=\frac{15}{10}=\frac{3}{2}

2. Relação entre os volumes e as massas​

Como os modelos são semelhantes, a razão entre seus volumes é igual ao cubo da razão de semelhança:

V2V1=k3\frac{V_2}{V_1}=k^3

Substituindo:

V2V1=(32)3\frac{V_2}{V_1}=\left(\frac{3}{2}\right)^3V2V1=278\frac{V_2}{V_1}=\frac{27}{8}

Como a densidade é constante, a razão entre as massas também é:

m2m1=278\frac{m_2}{m_1}=\frac{27}{8}

3. Calculando a massa do modelo maior​

Sabemos que o modelo menor pesa:

m1=120 gm_1=120\,\text{g}

Logo,

m2120=278\frac{m_2}{120}=\frac{27}{8}m2=120⋅278m_2=120\cdot\frac{27}{8}m2=15⋅27m_2=15\cdot27m2=405 g\boxed{m_2=405\,\text{g}}

Portanto, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 6 EFOMMMédio

Sejam as funções ff e gg com derivadas f′f' e g′g', sabendo-se que

f(x2)=f(g(x))f(x^2)=\sqrt{f(g(x))}

onde f(4)=1f(4)=1, g(2)=4g(2)=4 e f′(4)≠0f'(4)\neq 0.

O valor de g′(2)g'(2) é:

1. Derivando os dois lados​

Temos a igualdade:

f(x2)=f(g(x))f(x^2)=\sqrt{f(g(x))}

Vamos derivar ambos os lados em relação a xx, utilizando a regra da cadeia.

No lado esquerdo:

ddxf(x2)=2xf′(x2)\frac{d}{dx}f(x^2)=2x f'(x^2)

No lado direito:

ddxf(g(x))=f′(g(x))g′(x)2f(g(x))\frac{d}{dx}\sqrt{f(g(x))} = \frac{f'(g(x))g'(x)}{2\sqrt{f(g(x))}}

Portanto,

2xf′(x2)=f′(g(x))g′(x)2f(g(x))2x f'(x^2) = \frac{f'(g(x))g'(x)}{2\sqrt{f(g(x))}}

2. Substituindo x=2x=2​

Como g(2)=4g(2)=4 e f(4)=1f(4)=1, temos:

2⋅2⋅f′(22)=f′(4)g′(2)2f(4)2\cdot2\cdot f'(2^2) = \frac{f'(4)g'(2)}{2\sqrt{f(4)}}

Substituindo f(4)=1f(4)=1:

4f′(4)=f′(4)g′(2)24f'(4)=\frac{f'(4)g'(2)}{2}

Multiplicando ambos os lados por 22:

8f′(4)=f′(4)g′(2)8f'(4)=f'(4)g'(2)

3. Isolando g′(2)g'(2)​

Como o enunciado informa que f′(4)≠0f'(4)\neq0, podemos dividir os dois lados por f′(4)f'(4):

g′(2)=8\boxed{g'(2)=8}

Logo, a alternativa correta é a E.

🧩 Exercício 7 EFOMMMédio

Uma senha numérica é formada por 5 algarismos. Sabe-se que o primeiro algarismo é ímpar, os dois últimos são iguais e os demais são distintos. Os quatro primeiros algarismos estão em ordem crescente (da esquerda para a direita), como nos exemplos abaixo:

12344e3579912344 \qquad \text{e} \qquad 35799

A quantidade de senhas possíveis com essas características é:

1. Interpretando as condições​

A senha possui cinco algarismos, representados por:

a1a2a3a4a5\boxed{a_1a_2a_3a_4a_5}

Pelo enunciado:

  • O primeiro algarismo é ímpar;
  • Os quatro primeiros algarismos estão em ordem crescente;
  • Os dois últimos algarismos são iguais, isto é, a4=a5a_4=a_5.

Como os quatro primeiros algarismos estão em ordem crescente, temos:

a1<a2<a3<a4a_1<a_2<a_3<a_4

Assim, basta escolher os quatro primeiros algarismos. O quinto já estará determinado, pois será igual ao quarto.

2. Contando as possibilidades​

O primeiro algarismo precisa ser ímpar. Portanto, ele pode ser:

1,3,5,7,91,\quad 3,\quad 5,\quad 7,\quad 9

Entretanto, como os quatro primeiros algarismos devem estar em ordem crescente, precisamos ter pelo menos três algarismos maiores que o primeiro.

Vamos analisar cada possibilidade.

Caso 1: o primeiro algarismo é 1

Os outros três algarismos podem ser escolhidos entre:

2,3,4,5,6,7,8,92,3,4,5,6,7,8,9

Como a ordem crescente fica determinada pela escolha, temos:

(83)=8⋅7⋅63⋅2⋅1=56\binom{8}{3}=\frac{8\cdot7\cdot6}{3\cdot2\cdot1}=56

Caso 2: o primeiro algarismo é 3

Os outros três algarismos devem ser escolhidos entre:

4,5,6,7,8,94,5,6,7,8,9

Logo:

(63)=6⋅5⋅43⋅2⋅1=20\binom{6}{3}=\frac{6\cdot5\cdot4}{3\cdot2\cdot1}=20

Caso 3: o primeiro algarismo é 5

Os outros três algarismos devem ser escolhidos entre:

6,7,8,96,7,8,9

Assim:

(43)=4\binom{4}{3}=4

Caso 4: o primeiro algarismo é 7 ou 9

Não existem três algarismos maiores disponíveis para completar os quatro primeiros em ordem crescente. Portanto, esses casos não geram senhas válidas.

3. Somando as possibilidades​

Somamos os resultados dos casos possíveis:

N=56+20+4N=56+20+4N=80\boxed{N=80}

Logo, a alternativa correta é a E.

🧩 Exercício 8 EFOMMMédio

Seja a pirâmide quadrangular regular ABCDEABCDE com aresta da base 424\sqrt{2} e aresta lateral 88. Considere o prisma quadrangular regular inscrito na pirâmide. O prisma possui base inferior sobre a base da pirâmide e os vértices da base superior estão sobre as arestas laterais da pirâmide, como sugere a figura abaixo.

pirâmide

O volume máximo do prisma é igual a:

1. Calculando a altura da pirâmide​

A base da pirâmide é um quadrado de lado 424\sqrt{2}.

A diagonal desse quadrado mede:

d=42⋅2=8d=4\sqrt{2}\cdot\sqrt{2}=8

Como a pirâmide é regular, sua altura parte do centro da base. A distância do centro da base até um vértice é metade da diagonal:

d2=4\frac{d}{2}=4

A aresta lateral mede 88. Aplicando o Teorema de Pitágoras ao triângulo formado pela altura da pirâmide, pela distância do centro da base ao vértice e pela aresta lateral:

H2+42=82H^2+4^2=8^2H2=64−16=48H^2=64-16=48

Portanto,

H=43\boxed{H=4\sqrt{3}}

2. Expressando o volume do prisma​

Seja hh a altura do prisma.

Como o prisma está inscrito na pirâmide, sua base superior está a uma altura hh da base da pirâmide.

Por semelhança de triângulos, o lado da base superior do prisma é proporcional à distância que falta até o vértice da pirâmide.

Seja xx o lado da base quadrada do prisma. Então:

x42=H−hH\frac{x}{4\sqrt{2}}=\frac{H-h}{H}

Substituindo H=43H=4\sqrt{3}:

x42=43−h43\frac{x}{4\sqrt{2}}=\frac{4\sqrt{3}-h}{4\sqrt{3}}

Logo,

x=42(1−h43)x=4\sqrt{2}\left(1-\frac{h}{4\sqrt{3}}\right)

O volume do prisma é:

V=x2hV=x^2h

Substituindo a expressão de xx:

V(h)=[42(1−h43)]2hV(h)=\left[4\sqrt{2}\left(1-\frac{h}{4\sqrt{3}}\right)\right]^2h

Como (42)2=32(4\sqrt{2})^2=32, temos:

V(h)=32h(1−h43)2V(h)=32h\left(1-\frac{h}{4\sqrt{3}}\right)^2

3. Determinando o volume máximo​

Para simplificar, fazemos:

t=h43t=\frac{h}{4\sqrt{3}}

Assim, h=43th=4\sqrt{3}t, com 0≤t≤10\leq t\leq1.

Substituindo na expressão do volume:

V(t)=32⋅43t(1−t)2V(t)=32\cdot4\sqrt{3}t(1-t)^2V(t)=1283 t(1−t)2V(t)=128\sqrt{3}\,t(1-t)^2

Agora, precisamos maximizar a função:

f(t)=t(1−t)2f(t)=t(1-t)^2

Derivando:

f′(t)=(1−t)2−2t(1−t)f'(t)=(1-t)^2-2t(1-t)

Colocando (1−t)(1-t) em evidência:

f′(t)=(1−t)(1−3t)f'(t)=(1-t)(1-3t)

Igualando a derivada a zero:

(1−t)(1−3t)=0(1-t)(1-3t)=0

Obtemos:

t=1out=13t=1 \qquad\text{ou}\qquad t=\frac13

Para t=1t=1, o prisma tem volume nulo, pois sua base superior coincide com o vértice da pirâmide.

Portanto, o volume máximo ocorre quando:

t=13t=\frac13

Como t=h43t=\frac{h}{4\sqrt{3}}, temos:

h43=13\frac{h}{4\sqrt{3}}=\frac13h=433h=\frac{4\sqrt{3}}{3}

4. Calculando o volume máximo​

Substituindo t=13t=\frac13 na expressão do volume:

Vmax⁡=1283⋅13(1−13)2V_{\max}=128\sqrt{3}\cdot\frac13 \left(1-\frac13\right)^2Vmax⁡=1283⋅13⋅49V_{\max}=128\sqrt{3}\cdot\frac13\cdot\frac49

Portanto,

Vmax⁡=512327\boxed{V_{\max}=\frac{512\sqrt{3}}{27}}

Logo, a alternativa correta é a A.

🧩 Exercício 10 EFOMMMédio

Determine o valor de aa para o qual o determinante abaixo é nulo.

∣2−10−2−1−46a1−22−101−10∣=0\begin{vmatrix} 2 & -1 & 0 & -2\\ -1 & -4 & 6 & a\\ 1 & -2 & 2 & -1\\ 0 & 1 & -1 & 0 \end{vmatrix}=0

1. Desenvolvendo o determinante​

Vamos desenvolver o determinante pela quarta coluna, pois ela contém dois elementos nulos e apenas um elemento que depende de aa.

∣2−10−2−1−46a1−22−101−10∣\begin{vmatrix} 2 & -1 & 0 & -2\\ -1 & -4 & 6 & a\\ 1 & -2 & 2 & -1\\ 0 & 1 & -1 & 0 \end{vmatrix}

Pela expansão de Laplace:

D=(−2)(−1)∣−1−461−2201−1∣+a∣2−101−2201−1∣+(−1)(−1)∣2−10−1−4601−1∣\begin{aligned} D={}&(-2)(-1) \begin{vmatrix} -1 & -4 & 6\\ 1 & -2 & 2\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix}\\ &+a \begin{vmatrix} 2 & -1 & 0\\ 1 & -2 & 2\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix}\\ &+(-1)(-1) \begin{vmatrix} 2 & -1 & 0\\ -1 & -4 & 6\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix} \end{aligned}

2. Calculando os determinantes de ordem 3​

Primeiro determinante:

∣−1−461−2201−1∣\begin{vmatrix} -1 & -4 & 6\\ 1 & -2 & 2\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix}

Aplicando a regra de Sarrus:

=(−1)(2−2)−(−4)(−1)+6(1)=(-1)(2-2)-(-4)(-1)+6(1)=0−4+6=2=0-4+6=2

Segundo determinante:

∣2−101−2201−1∣\begin{vmatrix} 2 & -1 & 0\\ 1 & -2 & 2\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix}=2(2−2)−(−1)(−1)+0=2(2-2)-(-1)(-1)+0=0−1=−1=0-1=-1

Terceiro determinante:

∣2−10−1−4601−1∣\begin{vmatrix} 2 & -1 & 0\\ -1 & -4 & 6\\ 0 & 1 & -1 \end{vmatrix}=2(4−6)−(−1)(1)+0=2(4-6)-(-1)(1)+0=−4+1=−3=-4+1=-3

3. Substituindo os resultados​

Voltando à expansão inicial:

D=(−2)(−1)(2)+a(−1)+(−1)(−1)(−3)D=(-2)(-1)(2)+a(-1)+(-1)(-1)(-3)D=4−a−3D=4-a-3

Portanto,

D=1−aD=1-a

4. Encontrando o valor de aa​

Queremos que o determinante seja nulo:

1−a=01-a=0

Logo,

a=1\boxed{a=1}

Portanto, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 11 EFOMMMédio

O valor da soma

1⋅2+2⋅3+3⋅4+⋯+29⋅301\cdot2+2\cdot3+3\cdot4+\cdots+29\cdot30

é:

1. Reescrevendo os produtos​

Observe que cada termo da soma pode ser escrito como um número binomial:

k(k+1)=2(k+12)k(k+1)=2\binom{k+1}{2}

Isso ocorre porque:

(k+12)=(k+1)k2\binom{k+1}{2}=\frac{(k+1)k}{2}

Assim, a soma fica:

S=2[(22)+(32)+⋯+(302)]S=2\left[ \binom{2}{2}+\binom{3}{2}+\cdots+\binom{30}{2} \right]

2. Utilizando o triângulo de Pascal​

No triângulo de Pascal, os números binomiais obedecem à relação de Stifel:

(nk)+(nk+1)=(n+1k+1)\binom{n}{k}+\binom{n}{k+1} =\binom{n+1}{k+1}

Essa propriedade permite somar números binomiais consecutivos e obter outro número binomial.

Por exemplo, usando a simetria dos números binomiais,

(22)=(33)\binom{2}{2}=\binom{3}{3}

podemos escrever:

(22)+(32)=(33)+(32)=(43)\binom{2}{2}+\binom{3}{2} = \binom{3}{3}+\binom{3}{2} = \binom{4}{3}

Aplicando sucessivamente a relação de Stifel:

(22)+(32)=(43)(43)+(42)=(53)(53)+(52)=(63)\begin{aligned} \binom{2}{2}+\binom{3}{2} &=\binom{4}{3}\\[4pt] \binom{4}{3}+\binom{4}{2} &=\binom{5}{3}\\[4pt] \binom{5}{3}+\binom{5}{2} &=\binom{6}{3} \end{aligned}

Esse processo é conhecido como regra do bastão, pois, no triângulo de Pascal, a soma dos elementos de uma diagonal corresponde ao elemento situado na extremidade dessa diagonal.

De modo geral:

(22)+(32)+⋯+(302)=(313)\binom{2}{2}+\binom{3}{2}+\cdots+\binom{30}{2} =\binom{31}{3}

Portanto,

S=2(313)S=2\binom{31}{3}

3. Identificando a alternativa​

Pela simetria dos números binomiais,

(nk)=(nn−k)\binom{n}{k}=\binom{n}{n-k}

temos:

(313)=(3128)\binom{31}{3}=\binom{31}{28}

Logo,

S=2(3128)\boxed{S=2\binom{31}{28}}

Portanto, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 12 EFOMMMédio

Seja a função real ff definida por

f(x)=x3+x+2f(x)=x^3+x+2

Assinale a alternativa que indica o valor da derivada da função inversa de ff em x=0x=0, isto é, (f−1)′(0)(f^{-1})'(0).

1. Utilizando a fórmula da derivada da função inversa​

A derivada da função inversa é dada por:

(f−1)′(x)=1f′(f−1(x))(f^{-1})'(x)=\frac{1}{f'(f^{-1}(x))}

Queremos calcular:

(f−1)′(0)(f^{-1})'(0)

Portanto,

(f−1)′(0)=1f′(f−1(0))(f^{-1})'(0)=\frac{1}{f'(f^{-1}(0))}

2. Calculando f−1(0)f^{-1}(0)​

Para encontrar f−1(0)f^{-1}(0), precisamos determinar o valor de xx para o qual f(x)=0f(x)=0.

Assim:

x3+x+2=0x^3+x+2=0

Testando x=−1x=-1:

(−1)3+(−1)+2=0(-1)^3+(-1)+2=0

Logo,

f−1(0)=−1f^{-1}(0)=-1

3. Calculando a derivada de ff​

Temos:

f(x)=x3+x+2f(x)=x^3+x+2

Derivando:

f′(x)=3x2+1f'(x)=3x^2+1

Agora, substituímos x=−1x=-1:

f′(−1)=3(−1)2+1f'(-1)=3(-1)^2+1f′(−1)=4f'(-1)=4

4. Encontrando a derivada da inversa​

Substituindo na fórmula:

(f−1)′(0)=1f′(−1)(f^{-1})'(0)=\frac{1}{f'(-1)}

Portanto,

(f−1)′(0)=14\boxed{(f^{-1})'(0)=\frac14}

Logo, a alternativa correta, após a correção, é a E.

🧩 Exercício 13 LógicaFácil

Assinale a alternativa que corresponde à negação da afirmação abaixo.

Todo nauta eˊ corajoso e sonhador.\text{Todo nauta é corajoso e sonhador.}

1. Interpretando a afirmação​

A afirmação dada é:

"Todo nauta é corajoso e sonhador."

Podemos representá-la simbolicamente por:

∀x (N(x)→(C(x)∧S(x)))\forall x\,(N(x)\rightarrow (C(x)\land S(x)))

Em que:

  • N(x)N(x): xx é nauta;
  • C(x)C(x): xx é corajoso;
  • S(x)S(x): xx é sonhador.

2. Negando a afirmação​

A negação de uma afirmação universal é uma afirmação existencial:

¬∀x P(x)≡∃x ¬P(x)\neg\forall x\,P(x)\equiv\exists x\,\neg P(x)

Assim, negar que todo nauta seja corajoso e sonhador significa afirmar que existe pelo menos um nauta que não possui essa característica conjunta.

Logo:

∃x (N(x)∧¬(C(x)∧S(x)))\exists x\,(N(x)\land\neg(C(x)\land S(x)))

3. Aplicando a lei de De Morgan​

Pela lei de De Morgan:

¬(C(x)∧S(x))≡¬C(x)∨¬S(x)\neg(C(x)\land S(x)) \equiv \neg C(x)\lor\neg S(x)

Portanto, a negação completa é:

∃x (N(x)∧(¬C(x)∨¬S(x)))\exists x\,(N(x)\land(\neg C(x)\lor\neg S(x)))

Em linguagem natural:

"Existe nauta que não é corajoso ou não é sonhador."

4. Conclusão​

A alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 14 EFOMMMédio

A Semente da Vida é uma figura geométrica regular formada por sete círculos dispostos segundo um padrão.

A Semente da Vida, juntamente com a Flor da Vida, são figuras presentes em diversos registros antigos, como os egípcios. Diversas religiões, escolas filosóficas e cientistas denominam o agrupamento de figuras dessa natureza como "Geometria Sagrada".

Semente

A Semente da Vida é assim denominada por ser a base de formação de várias figuras da geometria sagrada. A primeira fase da criação é composta por 7 sementes.

Semente2

Assim sendo, a segunda fase da criação é composta por um total de 19 sementes da vida.

Semente3

Na terceira fase da criação, a figura será composta por 37 sementes da vida. Dessa forma, quantas sementes da vida comporão a figura gerada na sétima fase da criação?

1. Identificando o padrão​

As quantidades de sementes nas primeiras fases são:

7,19,37,…7,\quad 19,\quad 37,\quad \ldots

Calculando as diferenças entre os termos consecutivos:

19−7=1219-7=1237−19=1837-19=18

Percebemos que as diferenças aumentam de 6 em 6. Portanto, a sequência das diferenças é:

12,18,24,30,36,4212,\quad 18,\quad 24,\quad 30,\quad 36,\quad 42

2. Calculando a quantidade na sétima fase​

Partindo da primeira fase, que possui 7 sementes, somamos os acréscimos até a sétima fase:

a7=7+12+18+24+30+36+42\begin{aligned} a_7={}&7+12+18+24\\ &+30+36+42 \end{aligned}

Somando:

a7=7+162a_7=7+162

Portanto,

a7=169\boxed{a_7=169}

3. Conclusão​

A figura gerada na sétima fase da criação será composta por 169 sementes da vida.

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 15 EFOMMFácil

O mestre de obras John e seu ajudante Johny precisam calcular a altura de um navio ancorado no porto. Para tal, utilizam a trigonometria no cálculo da altura de objetos inacessíveis.

O mestre se posiciona em um ponto AA, de tal modo que observa o topo do navio por um ângulo de 30∘30^\circ. Em linha reta, seu ajudante está 2020 metros mais próximo do navio e observa o topo do navio por um ângulo de 60∘60^\circ.

A altura do navio, em metros, é igual a:

1. Definindo as incógnitas​

Seja hh a altura do navio e xx a distância horizontal entre o ajudante e a base do navio.

Como o mestre está 2020 metros mais distante, sua distância até a base do navio é x+20x+20.

2. Utilizando a tangente de 60∘60^\circ​

No triângulo retângulo formado pelo ajudante, pelo topo do navio e pela base, temos:

tan⁡60∘=hx\tan 60^\circ=\frac{h}{x}

Sabendo que tan⁡60∘=3\tan 60^\circ=\sqrt{3}:

3=hx\sqrt{3}=\frac{h}{x}

Portanto,

h=x3h=x\sqrt{3}

3. Utilizando a tangente de 30∘30^\circ​

Agora, considerando o triângulo formado pelo mestre, pelo topo do navio e pela base:

tan⁡30∘=hx+20\tan 30^\circ=\frac{h}{x+20}

Como tan⁡30∘=13\tan 30^\circ=\frac{1}{\sqrt{3}}:

13=hx+20\frac{1}{\sqrt{3}}=\frac{h}{x+20}

Logo,

h=x+203h=\frac{x+20}{\sqrt{3}}

4. Determinando a distância xx​

As duas expressões representam a mesma altura. Assim:

x3=x+203x\sqrt{3}=\frac{x+20}{\sqrt{3}}

Multiplicando ambos os lados por 3\sqrt{3}:

3x=x+203x=x+202x=202x=20x=10x=10

5. Calculando a altura do navio​

Substituindo x=10x=10 em h=x3h=x\sqrt{3}:

h=103h=10\sqrt{3}

Portanto,

h=103 m\boxed{h=10\sqrt{3}\text{ m}}

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 16 EFOMMFácil

O valor do limite

lim⁡x→0(1−2x)4x\lim_{x\to 0}(1-2x)^{\frac{4}{x}}

é:

1. Identificando o limite fundamental​

Vamos utilizar o limite fundamental:

lim⁡u→0(1+u)1u=e\lim_{u\to 0}(1+u)^{\frac{1}{u}}=e

Para isso, precisamos colocar a expressão na forma correspondente.

2. Realizando uma substituição​

Observe que:

(1−2x)4x=[(1−2x)1−2x]−8(1-2x)^{\frac{4}{x}} = \left[(1-2x)^{\frac{1}{-2x}}\right]^{-8}

Isso ocorre porque:

1−2x⋅(−8)=4x\frac{1}{-2x}\cdot(-8)=\frac{4}{x}

Assim, o limite fica:

lim⁡x→0[(1−2x)1−2x]−8\lim_{x\to 0} \left[(1-2x)^{\frac{1}{-2x}}\right]^{-8}

3. Aplicando o limite fundamental​

Fazendo u=−2xu=-2x, quando x→0x\to 0, temos u→0u\to 0.

Portanto,

lim⁡x→0(1−2x)1−2x=e\lim_{x\to 0}(1-2x)^{\frac{1}{-2x}}=e

Logo,

lim⁡x→0[(1−2x)1−2x]−8=e−8\lim_{x\to 0} \left[(1-2x)^{\frac{1}{-2x}}\right]^{-8} =e^{-8}

4. Conclusão​

lim⁡x→0(1−2x)4x=e−8\boxed{\lim_{x\to 0}(1-2x)^{\frac{4}{x}}=e^{-8}}

Portanto, a alternativa correta é a A.

🧩 Exercício 17 EFOMMFácil

Um dado tradicional (6 faces) é lançado três vezes sucessivamente. A probabilidade de que os resultados de dois lançamentos consecutivos sejam iguais é:

1. Interpretando o problema​

O dado é lançado três vezes. Queremos calcular a probabilidade de que pelo menos dois lançamentos consecutivos apresentem resultados iguais.

Isso pode acontecer de duas maneiras:

  • O primeiro e o segundo resultados são iguais;
  • O segundo e o terceiro resultados são iguais.

Também é possível que os três resultados sejam iguais.

Para facilitar, vamos calcular a probabilidade do evento contrário: os três resultados serem diferentes dos resultados imediatamente anteriores.

2. Calculando o total de resultados possíveis​

Como cada lançamento possui 6 resultados possíveis, o número total de resultados é:

6⋅6⋅6=2166\cdot6\cdot6=216

3. Calculando os casos em que não há resultados consecutivos iguais​

No primeiro lançamento, podemos obter qualquer uma das 6 faces.

No segundo lançamento, precisamos obter um resultado diferente do primeiro. Portanto, temos 5 possibilidades.

No terceiro lançamento, precisamos obter um resultado diferente do segundo. Novamente, temos 5 possibilidades.

Assim, o número de casos em que não há resultados consecutivos iguais é:

6⋅5⋅5=1506\cdot5\cdot5=150

4. Calculando a probabilidade desejada​

Como existem 216 resultados possíveis e 150 deles não apresentam igualdade entre lançamentos consecutivos, o número de casos favoráveis é:

216−150=66216-150=66

Logo, a probabilidade procurada é:

P=66216P=\frac{66}{216}

Simplificando por 6:

P=1136\boxed{P=\frac{11}{36}}

Portanto, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 18 EFOMMMédio

Considere o círculo abaixo de centro OO e raio rr. O valor do seno do ângulo α\alpha, correspondente ao menor arco delimitado por uma corda de comprimento 3r2\frac{3r}{2}, é:

Circulo

1. Relacionando a corda com o ângulo central​

Sejam AA e BB as extremidades da corda. Como OA=OB=rOA=OB=r, o triângulo AOBAOB é isósceles, e o ângulo central correspondente ao menor arco é α\alpha.

Traçando a altura do triângulo a partir de OO, ela divide a corda ao meio e também divide o ângulo α\alpha em dois ângulos iguais.

Assim, obtemos um triângulo retângulo com:

  • Hipotenusa: rr;
  • Cateto oposto ao ângulo α2\frac{\alpha}{2}: 3r4\frac{3r}{4}.

Portanto,

sen⁡(α2)=3r/4r\operatorname{sen}\left(\frac{\alpha}{2}\right) =\frac{3r/4}{r}

Logo,

sen⁡(α2)=34\boxed{\operatorname{sen}\left(\frac{\alpha}{2}\right)=\frac34}

2. Calculando o cosseno do meio ângulo​

Pela identidade fundamental da trigonometria:

sen⁡2(α2)+cos⁡2(α2)=1\operatorname{sen}^2\left(\frac{\alpha}{2}\right) +\cos^2\left(\frac{\alpha}{2}\right)=1

Substituindo o seno encontrado:

(34)2+cos⁡2(α2)=1\left(\frac34\right)^2 +\cos^2\left(\frac{\alpha}{2}\right)=1cos⁡2(α2)=1−916\cos^2\left(\frac{\alpha}{2}\right) =1-\frac{9}{16}cos⁡2(α2)=716\cos^2\left(\frac{\alpha}{2}\right)=\frac7{16}

Como α\alpha é o ângulo central correspondente ao menor arco, temos α2\frac{\alpha}{2} agudo. Portanto, o cosseno é positivo:

cos⁡(α2)=74\boxed{\cos\left(\frac{\alpha}{2}\right)=\frac{\sqrt7}{4}}

3. Calculando sen⁡α\operatorname{sen}\alpha​

Utilizamos a fórmula do seno do arco duplo:

sen⁡α=2sen⁡(α2)cos⁡(α2)\operatorname{sen}\alpha =2\operatorname{sen}\left(\frac{\alpha}{2}\right) \cos\left(\frac{\alpha}{2}\right)

Substituindo os valores encontrados:

sen⁡α=2⋅34⋅74\operatorname{sen}\alpha =2\cdot\frac34\cdot\frac{\sqrt7}{4}

Portanto,

sen⁡α=378\boxed{\operatorname{sen}\alpha=\frac{3\sqrt7}{8}}

Logo, a alternativa correta é a E.

🧩 Exercício 19 EFOMMMédio

Sejam pp e qq as raízes da equação

5x2+2x−1=05x^2+2x-1=0

O valor de p−5+q−5p^{-5}+q^{-5} é:

1. Utilizando as relações de Girard​

Pelas relações de Girard, para a equação 5x2+2x−1=05x^2+2x-1=0, temos:

p+q=−25p+q=-\frac25

e

pq=−15pq=-\frac15

Queremos calcular:

p−5+q−5p^{-5}+q^{-5}

Podemos escrever:

p−5+q−5=1p5+1q5p^{-5}+q^{-5}=\frac{1}{p^5}+\frac{1}{q^5}

Colocando no mesmo denominador:

p−5+q−5=p5+q5p5q5p^{-5}+q^{-5} =\frac{p^5+q^5}{p^5q^5}

Uma maneira prática de calcular essa expressão é considerar os inversos das raízes.

2. Determinando a soma e o produto dos inversos​

Sejam:

a=1peb=1qa=\frac1p \qquad\text{e}\qquad b=\frac1q

Assim,

a+b=1p+1q=p+qpqa+b=\frac1p+\frac1q =\frac{p+q}{pq}

Substituindo as relações de Girard:

a+b=−2/5−1/5=2a+b=\frac{-2/5}{-1/5}=2

Além disso,

ab=1pq=−5ab=\frac1{pq}=-5

Portanto,

a+b=2eab=−5\boxed{a+b=2\qquad\text{e}\qquad ab=-5}

3. Calculando as potências sucessivas​

Definimos:

Sn=an+bnS_n=a^n+b^n

Como aa e bb são raízes de uma equação quadrática com soma 22 e produto −5-5, temos:

x2−2x−5=0x^2-2x-5=0

Logo,

x2=2x+5x^2=2x+5

Multiplicando por xn−2x^{n-2}:

xn=2xn−1+5xn−2x^n=2x^{n-1}+5x^{n-2}

Essa relação vale tanto para aa quanto para bb. Somando as duas expressões:

Sn=2Sn−1+5Sn−2\boxed{S_n=2S_{n-1}+5S_{n-2}}

Começamos com:

S0=a0+b0=2S_0=a^0+b^0=2S1=a+b=2S_1=a+b=2

Agora, calculamos sucessivamente:

S2=2S1+5S0S_2=2S_1+5S_0S2=2⋅2+5⋅2=14S_2=2\cdot2+5\cdot2=14S3=2S2+5S1S_3=2S_2+5S_1S3=2⋅14+5⋅2=38S_3=2\cdot14+5\cdot2=38S4=2S3+5S2S_4=2S_3+5S_2S4=2⋅38+5⋅14=146S_4=2\cdot38+5\cdot14=146

Finalmente,

S5=2S4+5S3S_5=2S_4+5S_3S5=2⋅146+5⋅38S_5=2\cdot146+5\cdot38S5=292+190=482S_5=292+190=482

4. Conclusão​

Como a=1pa=\frac1p e b=1qb=\frac1q, temos:

p−5+q−5=a5+b5=S5p^{-5}+q^{-5}=a^5+b^5=S_5

Portanto,

p−5+q−5=482\boxed{p^{-5}+q^{-5}=482}

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 20 EFOMMFácil

Toda dízima periódica pode ser escrita em forma de sua fração geratriz. Considerando a fração geratriz

222927027\frac{2229}{27027}

o dígito que ocupará a 50a50^\text{a} casa decimal é:

1. Simplificando a fração​

Começamos simplificando a fração:

222927027=7439009\frac{2229}{27027}=\frac{743}{9009}

2. Encontrando a dízima periódica​

Realizando a divisão de 743743 por 90099009, obtemos:

7439009=0,082473‾\frac{743}{9009}=0,\overline{082473}

Assim, a dízima periódica possui período de 6 algarismos:

082473⏟6 algarismos082473⏟6 algarismos082473⏟6 algarismos⋯\underbrace{082473}_{6\text{ algarismos}} \underbrace{082473}_{6\text{ algarismos}} \underbrace{082473}_{6\text{ algarismos}}\cdots

3. Determinando o 50º algarismo​

Como o período possui 6 algarismos, dividimos 50 por 6:

50=6⋅8+250=6\cdot8+2

Isso significa que, após 8 períodos completos, teremos 48 algarismos. O 50º algarismo será, portanto, o segundo algarismo do período.

O período é:

082473\boxed{0\quad 8\quad 2\quad 4\quad 7\quad 3}

O segundo algarismo é 88.

4. Conclusão​

Portanto, o dígito que ocupa a 50ª casa decimal é:

8\boxed{8}

Logo, a alternativa correta é a E.